Design-patuá para atrair sorte e cliente
Se a fé remove montanhas, e não costuma falhar, a designer gráfica Simone Mattar acredita, e defende, que a marca de um produto carrega igual força e impulsiona qualquer tipo de negócio.
Especializada em formatar a identidade visual de empresas, ela materializou a crendice popular no movimento "Fé no Design", lançado com a
6ª edição da Bienal do Design Gráfico, realizada no Sesc Pompéia, em São Paulo, pela ADG - Associação dos Designers Gráficos. A ação traz um logotipo inspirado na imagem do Sagrado Coração de Jesus e o slogan "A verdadeira força traz essa marca. Recuse imitações", que a designer estampou sobre diversos produtos, à venda na lojinha do evento.
Veja artigo
aqui.
---------------------------------------------------------------------------------------
Trombadas cósmicas on line
[02/04/02 - 10h29m]
RIO - O risco de um asteróide chocar-se com a Terra assusta? Vale dar uma conferida então nos
40 astros mais perigosos listados pela Nasa. A agência espacial americana colocou no ar um sistema automático de monitoramento de risco de impactos cósmicos chamado Sentry.
Por enquanto, não há motivo para sobressaltos. Nenhum asteróide realmente perigoso passará por aqui antes de 2032. E nenhum dos listados pela Nasa tirou mais do que 1 na Escala de Torino, que mede a chance de impacto e vai de 0 a 10. Essa é a boa notícia. A má é que nossa capacidade de detecção de asteróides está longe de ser razoável. O mais perigoso da lista do Sentry, por exemplo, foi descoberto apenas alguns dias depois do lançamento do site, em meados de março.
O 1950DA do qual eu falei ontem não está no Sentry porque a Nasa listou apenas riscos de colisão nos próximos cem anos, e o pedregulho acima só passará por aqui lá pelos idos de 2880. Por falar nele, muita gente pensou que se tratava de brincadeira de 1º de abril. Cabe informar que não era. O estudo sobre a possibilidade de choque estará esta semana na "Science", uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, e foi noticiado pela primeira vez domingo, 31 de março, no jornal inglês "Sunday Times".
Apocalipse em 2880
[01/04/02 - 12h10m]
RIO - Se uma previsão anunciada neste fim de semana por cientistas da Nasa estiver certa, nós, terráqueos, teremos 878 anos para descobrir uma forma de evitar nossa destruição. Jon Giorgini e Steve Ostro, ambos do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL), estão convencidos de que identificaram um asteróide de mais de um quilômetro de diâmetro e grandes chances de trombar com nosso planeta em 2880. Tudo bem que não é motivo para perder o sono agora, mas, segundo os dois astrônomos, este asteróide oferece risco de colisão maior do que qualquer outro já detectado.
A possibilidade de choque é de uma para 300. Não parece tanto assim, mas, caso ocorra a colisão, ela poderá exterminar a maior parte da vida no planeta, incluindo nossa espécie. Segundo Giorgini e Ostro, o asteróide causaria destruição semelhante àquela que se acredita ter varrido os dinossauros, há 65 milhões de anos.
O asteróide em questão chama-se 1950AD e os dois pesquisadores fizeram sua projeção depois de estudá-lo melhor em março, quando a pedra gigante fez sua maior aproximação da Terra desde que foi descoberta, há 52 anos. Giorgini e Ostro anunciaram até a data do apocalipse: 16 de março de 2880.
Como o asteróide tem uma órbita altamente irregular, os cientistas disseram que seu comportamento é imprevisível. Tanto poderá passar de raspão quanto ser puxado pelo campo gravitacional da Terra. O choque com a superfície poderia arrancar pedaços da crosta terrestre e causar terremotos e maremotos cataclísmicos.
A equipe de Giorgini e Ostro contou ainda com cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade do Estado de Washington.
Conhecida a previsão, há algumas opções. A primeira é torcer para que os cientistas estejam equivocados e que tudo não passe de um erro de cálculo. A segunda, que não exclui a primeira, é acelerar as pesquisas de soluções para destruir asteróides potencialmente perigosos. E, de qualquer modo, vale a observação de sempre: é preciso melhorar, e muito, os sistemas de identificação de cometas e asteróides potencialmente perigosos.
-------------------------------------------------------------------------------------------------------------